terça-feira, 22 de novembro de 2016

Na pauta, Lei Rouanet.

(Ilustração - Google Imagens)


Para emitir juízo de valor é necessário deixar o senso comum de lado e se aprofundar no tema, seja qual seja. Muito se fala a respeito das fraudes e problemas junto à Lei Rouanet, sem levar em conta que o mecanismo, há quase três décadas viabilizando projetos e equipamentos culturais no Brasil, tem um balanço positivo junto à produção cultural em relação aos pontos fracos que apresenta. 

Com a CPI Boca livre iniciada, a entrada e saída de ministros, a própria extinção e retorno do Ministério pôde-se perceber a força do setor cultural no país. Fazer uma leitura desse cenário é importantíssimo para entender como se deve utilizar o mecanismo oriundo de renúncia fiscal do governo federal.  Separar o "joio do trigo" é essencial para manutenção e melhoria da lei assim como para a aplicação e uso da mesma por produtores, artistas e gestores em todo o país.

Se você não conhece, não utiliza e/ou não entende a aplicação e importância do mecanismo, pesquise mais, leia sobre, ouça e pergunte para quem atua no setor, assim você terá algum embasamento nas discussões que trava sobre o tema. Ser responsável e ético nos debates acerca do assunto são excelentes contribuições em tempos conturbados, afinal um mecanismo que atende o segmento cultural no país há quase três décadas não deve ser demonizado por conta das irregularidades e fraudes apontadas, o mecanismo não se resume a isso, ele traz consigo benefícios muitas vezes desprezados ou desconhecidos pela população, seja a restauração de patrimônio histórico em uma cidade do interior, seja uma ação de inclusão social através de programas de música ou dança por exemplo, dos quais o brasileiro médio nem se dá conta.

Voltando às denúncias que deflagraram a CPI Boca Livre, sabemos que contra fatos não há argumentos. Como cidadãos devemos ficar de olho sim e exigir que os culpados sejam punidos e que os valores tomados indevidamente sejam devolvidos aos cofres públicos com juros e correção monetária, mas sem prejuízo àqueles que utilizam o mecanismo com ética e profissionalismo. 

Vale lembrar que a Lei Rouanet de Incentivo à Cultura está à disposição de todo e qualquer cidadão brasileiro (artista, produtor, etc) e/ou empresas e intuições de natureza cultural que comprovem capacidade técnica para realização do que se propõem, estando portanto aptos para submeter proposta cultural via plataforma digital Salic Web.

Nesta semana a TV Câmara reuniu os especialistas do setor Fábio de Sá Cesnik, autor do Guia de Incentivo à Cultura, a socióloga, pedagoga, jornalista e produtora cultural, Sonia Cristina Kavantan, juntamente com o deputado e relator da CPI Boca Livre Domingos Sávio e o deputado Chico D'Angelo integrante da CPI para uma discussão acerca da Lei Rounet no programa Expressão Popular, durante quase uma hora pontos importantes da lei foram apresentados e discutidos pelos convidados. O vídeo é bastante interessante e pode ajudá-lo a saber um pouco mais sobre tema que tem disputado a atenção de brasileiros, de papos de botequins a debates mais aprofundados por especialistas.


(por Meg Mamede)

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Manual do Patrocinador 2017-2018 para baixar.


O Manual do Patrocinador 2017-2018 organizado por Fábio Cesnik e Pedro Saad é uma realização da Editora Brasileira, Produtora Brasileira, Animus Consultoria e Gestão e a Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, publicação que serve para auxiliar as empresas que atuam no Brasil (nacionais ou multinacionais) a otimizar o aproveitamento dos benefícios fiscais que podem ser obtidos através de patrocínios ou doações. Além de apresentar as legislações das esferas federal, estadual e municipal de incentivo à cultura, ao esporte e social, traz também sugestões de projetos, aprovados com abatimento integral.

O manual pode ser baixado gratuitamente em www.manualdopatrocinador.com.br

Neste mês acontece o lançamento oficial do manual em SP e RJ em:

14/09/2016
LANÇAMENTO - MASP
Av. Paulista, 1578, São Paulo - SP, 01310-200

15/09/2016
LANÇAMENTO - ACRJ
R. Candelária, 9 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 21211-210

Contato: manual@manualdopatrocinador.com.br
Cesnik, Quintino e Salinas Advogados



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domingo, 19 de junho de 2016

Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes – reconhecimento e mensuração

A Contabilidade quantifica e registra, de maneira sistematizada, todos os eventos que venham a promover mudanças na estrutura patrimonial de uma entidade, seja ela com ou sem fins lucrativos. Como produto final desse processo, temos as demonstrações contábeis, que proverão a seus usuários – internos ou externos – informações úteis à tomada de decisão, mediante conhecimento da composição de seus ativos e passivos; de seu resultado (lucro ou prejuízo) mediante a confrontação de receitas, custos e despesas; de sua capacidade de geração de caixa; política de distribuição da riqueza gerada; entre outras informações.
 
Todavia, muitas empresas deparam-se em seu cotidiano com eventos cujos valores e vencimentos são incertos e que, no presente, não promovem alterações na sua estrutura patrimonial, mas que podem vir a fazê-lo em um futuro próximo ou distante. Ainda que dotados dessa natureza “incerta”, precisam ser reportados, uma vez que a empresa deve ser o mais transparente possível aos usuários da informação contábil. Ainda que a Contabilidade trabalhe com o registro de fatos pretéritos, ela deve fornecer, de maneira clara, relatos de situações que futuramente promovam algum impacto econômico ou financeiro para e entidade. Algumas dessas situações são objeto do Pronunciamento Técnico CPC 25 –Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, sobre o qual falaremos a partir de agora.

As normas contábeis brasileiras já demostravam preocupação com o adequado registro de tais eventos, por conta da edição da Deliberação CVM 489/2005, que aprovou e tornou obrigatório, a partir de 1º de janeiro de 2006, para as companhias abertas, o Pronunciamento NPC nº 22, relativo a Provisões, Passivos, Contingências Passivas e Contingências Ativas. Tal dispositivo já possuía uma forte inclinação em buscar convergência com as normas contábeis internacionais – no caso a IAS37 (Provisions, Contingent Liabilities and Contingent Assets), emitida pelo International Accounting Standards Board (IASB). Na sequência, tivemos a Deliberação CVM 594/2009, tornando obrigatória a partir do exercício de 2010 a adoção do Pronunciamento Técnico CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, sendo assim revogada a Deliberação CVM 489/2005.

As normas contábeis brasileiras e internacionais são muito semelhantes em seus principais aspectos em relação ao tema em questão, naturalmente devendo-se observar as particularidades econômicas e legais de cada ambiente.

O objetivo básico do CPC 25 é estabelecer que sejam aplicados critérios de reconhecimento e bases de mensuração apropriadas a provisões e a passivos e ativos contingentes e que seja divulgada informação suficiente nas notas explicativas. Tal Pronunciamento Técnico será aplicado na contabilização de provisões, passivos e ativos contingentes, exceto aqueles que resultem de contratos a executar, a menos que o contrato seja oneroso (*); e aqueles sob abrangência de outro Pronunciamento Técnico.

(*) Contrato oneroso é um contrato em que os custos inevitáveis de satisfazer as obrigações do contrato excedem os benefícios econômicos que se espera que sejam recebidos ao longo do mesmo contrato.

O CPC 25 também não se aplica a Instrumentos Financeiros (incluindo garantias) que se encontrem dentro do alcance do Pronunciamento Técnico CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração. Vale pontuar, ainda, que o CPC 25 trata da contabilização de todas as provisões, passivos e ativos contingentes, exceto aqueles cujo tratamento seja previsto em outras normas ou que resultem de contratos sujeitos a execução. Algumas provisões, ativos e passivos contingentes são tratados em outras normas, devendo seguir suas regras específicas, como por exemplo:

  •   Contratos de execução;
  •   Tributos sobre o lucro; 
  •   Benefícios e empregados;
  •   Arrendamentos mercantis;
  •   Contratos de seguros;
  •   Instrumentos financeiros;
  •   Combinações de negócios 
No que se refere aos aspectos conceituais, o CPC 25 apresenta algumas definições:

Provisão – passivo de valor e vencimento incertos;

Ativo contingente – um possível ativo que surge de eventos passados e que será confirmado a partir de eventos futuros incertos, que não estão sob o controle da empresa;

Passivo contingente – obrigação possível que surge de eventos passados e que será confirmada pela ocorrência de eventos futuros incertos, que não estão sob o controle da empresa;

Obrigação legal – obrigação que deriva de um contrato, da legislação ou de outros dispositivos legais;

Reestruturação – programa planejado e controlado pela empresa que muda significativamente os seus negócios ou a sua gestão.


 
Acepção do termo “provisão” – um “aparte”:

Importante ressaltar que o termo provisão foi largamente adotado pelos profissionais da Contabilidade como referência a qualquer obrigação ou redução do valor de um ativo (por exemplo, depreciação acumulada ou créditos de liquidação duvidosa). Porém, à luz da IAS 37, do CPC 25 e das deliberações da CVM aqui citadas, provisão refere-se apenas a passivos com prazo e valor incertos.

Em sentido amplo, todas as provisões são passivos contingentes em razão de sua incerteza quanto ao vencimento e valor. A expressão passivo contingente é utilizada para passivos que não satisfaçam os critérios de reconhecimento nas demonstrações contábeis.

Para reconhecer uma provisão, a entidade deve observar os seguintes critérios:

  •  A companhia deve possuir uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de eventos passados;
  • Seja provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos será necessária para liquidar a obrigação;
  •  Que possa ser feita uma estimativa confiável (grifo nosso) do valor da obrigação.

Os critérios devem ser observados de forma concomitante. Caso os mesmos não sejam satisfeitos, nenhuma provisão deverá ser reconhecida.

Exemplo:


Uma entidade é autuada pela fiscalização da Previdência Social por ter recolhido valores do RAT (Risco Ambiental de Trabalho) em montante inferior àqueles efetivamente devidos. A empresa entende que a autuação não é procedente e impetra processo judicial junto ao ente fazendário. Passado algum tempo, o departamento jurídico emite parecer à empresa de que as possibilidades de êxito são muito remotas. A departamento de pessoal da entidade, nesse ínterim, procede levantamento dos valores, comparando o devido e o efetivamente pago, com as devidas correções.

 
É uma situação de passivo contingente a ser reconhecido na Contabilidade, pois existe a obrigação presente (autuação do fisco), decorrente de eventos passados (RAT pago a menor). Também está configurada a provável saída de recursos para satisfação dessa obrigação (parecer do departamento jurídico), bem como há uma estimativa confiável do valor (levantamento feito pelo departamento de pessoal).

No que se refere ao reconhecimento, um ativo contingente só é reconhecido se a realização da receita for praticamente certa, esgotando-se todas as possibilidades de recurso. Sendo provável a entrada de benefícios econômicos, os ativos contingentes devem ser divulgados em nota explicativa. Em suma, ativos contingentes não devem ser reconhecidos. Neste caso, o CPC 25 busca embasamento no princípio da prudência / conservadorismo, o qual diz que não serão contabilizados expectativas de ganhos futuros que dependem de eventos que irão transcorrer. 

Já no caso de passivos contingentes, o processo de reconhecimento e reporte dos mesmos deverá observar preliminarmente a natureza da obrigação – se provável, possível ou remota:

Obrigação provável
Quando a obrigação for classificada pelo setor jurídico da empresa como de provável realização financeira, de acordo com sua experiência em transações semelhantes se se for possível estimar seu valor com segurança; neste caso a empresa provisiona o montante e evidencia o fato em notas explicativas.
Obrigação possível
Apenas é feita divulgação em notas explicativas, não sendo necessária a correspondente provisão.
Obrigação remota
Não são adotados quaisquer procedimentos a respeito (nem provisões, nem divulgação em notas explicativas).

Outro ponto a ser observado é aquele relativo à mensuração de um valor contingente. Deverá ser utilizada a melhor estimativa do gasto exigido para liquidar a obrigação na data do balanço patrimonial. Tal estimativa é estabelecida pela administração da entidade, baseada na experiência em transações semelhantes e na análise de profissionais independentes. Para se alcançar a melhor estimativa de provisão, deverão ser considerados riscos e incertezas inerentes ao evento a ser reportado.

Importante: uma provisão deve ser mensurada antes dos impostos. As implicações tributárias da provisão são tratadas em específico no Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributos Sobre o Lucro.



Exemplo de mensuração de um passivo contingente:
Uma companhia fabrica e vende um determinado produto na quantia de 200.000 unidades. Estudos internos apontam que 60% da produção não apresentará quaisquer defeitos; 25% apresentará defeitos medianos e 15%, defeitos graves. Se todos os produtos fabricados e vendidos tivessem defeitos graves, o gasto total de reparo seria de R$ 1.000.000,00; caso os defeitos fossem medianos, o gasto total seria de R$ 750.000,00. A experiência da empresa determinou a probabilidade de os defeitos – inexistentes, medianos ou graves – acontecerem. Assim, temos:

Produtos sem defeito – 60% x R$ 0,00
Produtos com defeitos medianos – 25% x R$ 750.000,00 = R$ 187.500,00
Produtos com defeitos graves – 15% X R$ 1.000.000,00 = R$ 150.000,00
O valor total a ser reconhecido será a soma das estimativas de gastos para conserto dos produtos com defeitos medianos e graves, ou seja, R$ 337.500,00

As provisões devem ser revisadas no fechamento das demonstrações contábeis e ajustadas com o objetivo de refletir a melhor estimativa corrente. Caso a obrigação provisionada deixe de ser provável, seu valor deverá ser revertido.

Provisões em caso de reestruturação somente serão reconhecidas nas demonstrações contábeis quando os critérios gerais para reconhecimento forem atendidos. Como exemplos de atividades de reestruturação da gestão e dos negócios de uma empresa, temos:

  • Encerramento, venda ou realocação de uma linha de negócios ou planta produtiva;
  • Eliminação de níveis da administração;
  • Fechamento de instalações industriais em um país

Por fim, devem ser observados os procedimentos inerentes à ao reporte das provisões constituídas. Para cada classe de provisão, devem ser divulgadas, no mínimo, as seguintes informações em notas explicativas:

  • Descrição sucinta da natureza da obrigação e o cronograma esperado de quaisquer saídas de benefícios econômicos resultantes;
  • Indicação das incertezas sobre o valor ou o cronograma dessas saídas. A companhia deve divulgar as principais premissas adotadas em relação a eventos futuros;
  • Quantia escriturada no começo e no fim do período;
  • Provisões adicionais realizadas no período, incluindo-se aumento nas provisões existentes;
  • Quantias usadas no período;
  • Quantias não usadas revertidas no período;
  • Aumento na quantia descontada em virtude da passagem do tempo e o efeito de qualquer alteração na taxa de desconto do período;
  • Valor de qualquer reembolso esperado, declarando o valor de qualquer ativo que tenha sido reconhecido por conta dele.
A seguir, apresentamos um modelo de divulgação dos valores das provisões para contingências:

Provisões para contingências em 31 de dezembro de 2014 e 2013
Contingências
31/12/2014
31/12/2013
Previdenciárias
56.000
52.000
Trabalhistas
29.000
28.000
Tributárias
30.000
26.000
Cíveis
10.000
8.000
Total
125.000
114.000

A seguir temos um exemplo prático de nota explicativa relativa a passivos contingentes, extraída das demonstrações da empresa EMBRAER S.A, encerradas em 31/12/2015 e 31/12/2014 (fonte: www.cvm.gov.br)
26.2 Passivos contingentes

Os passivos contingentes são os valores, de acordo com a política contábil da Companhia, com classificação de probabilidade de perda "possível", de acordo com a opinião do departamento jurídico da Companhia, apoiado por seus consultores externos. Quando o passivo contingente surge do mesmo conjunto de circunstâncias que uma provisão existente, é feita uma indicação, ao final de sua descrição, da classe de provisões correspondente. Seguem abaixo todos os passivos contingentes que a Companhia possui: 
  • Permanece a discussão administrativa referente ao auto de infração que versa sobre a contabilização e reconhecimento de indenização no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, relativa à exigência de recolhimentos de Imposto de renda (IRPJ) e Contribuição social (CSLL). O valor total envolvido em 31 em dezembro de 2015 é de R$ 107.918 e em 31 de dezembro de 2014 de R$ 100.779.
  • A Companhia recebeu, em setembro de 2010, uma intimação (subpoena) da Securities and Exchange Commission (SEC) e questionamentos correlatos do U.S. Department of Justice, ou DOJ, relativos à possibilidade de não conformidade com o U.S. Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) em certas vendas de aeronaves fora do Brasil. Em resposta, a Companhia contratou advogados externos para realizar uma investigação interna em operações realizadas em três países. Em decorrência de informações adicionais, a Companhia voluntariamente expandiu o escopo da investigação interna para incluir as vendas em outros países, reportou sobre esses fatos à SEC e ao DOJ e colaborou com estas autoridades. As investigações do governo americano, outras investigações e outros desdobramentos correlatos em outros países e a investigação interna da Companhia continuam em andamento e a Companhia continuará a cooperar com as autoridades competentes, conforme as circunstâncias requeiram. A Companhia deu início a discussões com o DOJ com o objetivo de encerrar, mediante possível resolução, os procedimentos investigativos relativos a alegações de não conformidade com o FCPA. Uma eventual resolução quanto aos procedimentos investigativos do governo americano, assim como as outras investigações e eventuais desdobramentos correlatos e procedimentos em outros países, resultarão em obrigações pecuniárias possivelmente significativas para a Companhia e poderão resultar em outras sanções ou consequências adversas significativas. Baseada no parecer dos advogados externos, a Companhia acredita que não existe base adequada, no momento, para estimar provisões ou quantificar possíveis contingências relacionadas a este assunto. Em decorrência do acima exposto, iniciamos um esforço amplo para aprimorar e expandir nosso programa global de compliance. Este projeto durou vários anos e abrangeu o reexame de todos os aspectos de nossos sistemas de compliance e, onde apropriado, a sua reformulação e complementação. Alguns dos principais aprimoramentos incluem a criação do Departamento de Compliance, a eleição de um Diretor de Compliance reportando diretamente ao Comitê de Auditoria e Riscos do Conselho de Administração, o desenvolvimento de um programa para monitorar a contratação e o pagamento de terceiros, melhorias nas políticas, procedimentos e controles de compliance, o aprimoramento dos canais de denúncia anônima e o desenvolvimento de um programa de treinamento e educação abrangente concebido para manter e revigorar uma forte cultura de compliance em todos os níveis da Embraer de forma global. A Companhia continuará a promover melhorias e atualizações em seu programa de compliance.
  • A Companhia possui passivos contingentes relacionados a processos trabalhistas diversos que perfazem o montante de R$ 39.731 em 31 de dezembro de 2015 (R$ 40.688 em 31 de dezembro de 2014).

terça-feira, 17 de maio de 2016

Curso “Pinceladas de História da Arte: Módulo de Arte Brasileira” na CCPB em Curitiba-PR.

Historia da arte brasileira4
Este curso pretende promover reflexões sobre a arte brasileira despertando interesse pela rica produção artística do nosso país contemplando a descoberta das pinturas rupestres até a Semana de Arte Moderna mais conhecida como “Semana de 22”. Em um recorrido para iniciantes serão privilegiados artistas e estilos inseridos no contexto histórico do período em destaque. Por não ser possível cobrir tudo com a minúcia que o tema requer nosso objetivo é o de despertar no participante a vontade de conhecer mais sobre este ou aquele período e estilo artístico iniciando-o na fruição.
Utilizando imagens da arte rupestre, os registros paisagísticos de viajantes e missões que por aqui passaram, naturezas mortas, retratos, obras do realismo e romantismo, alguns trabalhos do belíssimo barroco brasileiro (pintura, escultura, retábulos e altares) assim como obras de nomes mais conhecidos como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Portinari, pretendemos estimular a reflexão dos participantes buscando uma compreensão da arte a partir da apreciação e da contextualização das obras e artistas apresentados.
O curso é voltado para iniciantes no estudo da História da Arte, jovens e adultos de qualquer formação interessados no tema, com número mínimo para ocorrência de 10 alunos e no máximo de 30. O módulo “Arte Brasileira” será ministrado pela colaboradora da CCPB, Margarete C. Cardoso, paulista, conhecida como Meg Mamede, licenciada em História com ênfase em História da Arte, ainda em São Paulo cursou: “História da Arte Brasileira” no programa de Pós Graduação Interunidades em “Estética e História da Arte” da ECA – Escola de Comunicação e Arte da USP / “Introdução à História da Arte a partir da coleção do MASP” – Museu de Arte de São Paulo – Assis Chateaubriand – São Paulo – SP / “História da Arte no Século XX” – CEF – Caixa Cultural – São Paulo – SP. De 2008 a 2010 morou na Europa onde cursou: “El Arte a través de la mirada de las pintoras” /  “Cubismo y Fauvismo: forma y color en la pintura del siglo XX” / El interior holandés” / “El Impresionismo” no Instituto de Estudios de Ocio da Universidad Deusto de Bilbao – Espanha. Em 2011, já radicada em Curitiba/PR cursou especialização em Gestão e Produção Cultural, além de outros cursos no segmento de museus, memória e patrimônio. Fundadora do Cultura in Company empresa que atua na assessoria e consultoria de projetos culturais, produção e curadoria para produtos e eventos culturais, organiza cursos e palestras, faz pesquisa e elabora conteúdos para sites, blogues e outros suportes, atualmente também se dedica à pesquisa independente sobre gastronomia e cinema.
Serviço:
Curso: “Pinceladas de História da Arte: Módulo de Arte Brasileira”
Onde: Casa da Cultura Polônia Brasil
Rua Ébano Pereira, 502 – Centro – Curitiba – PR
Data: Dias 18 e 25 de junho de 2016 (sábados)
Horário: das 13h às 17h com 20 minutos de intervalo
Duração total do curso: 08(oito) horas, certificado pela CCPB
Valor: R$ 180,00 (Cento e oitenta reais) em até 02 parcelas *Associados da CCPB têm desconto
*Ao final das aulas serão sorteados publicações sobre Artes do acervo da ministrante.
Informações: contato@poloniabrasil.org.br / (41) 3088-0708
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terça-feira, 3 de maio de 2016

Casa da Cultura Polônia Brasil realiza mesa redonda “Espaço de memória na paisagem curitibana” durante a 14ª Semana Nacional de Museus.

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Casa da Cultura Polônia Brasil participa da 14ª Semana Nacional de Museus promovida pelo IBRAM cujo tema este ano é “Museus e paisagens culturais”. A Semana Nacional de Museus acontece anualmente para celebrar o Dia Internacional de Museus (18 de maio), ocasião em que Museus e Instituições de Cultura brasileiras são convidadas pelo IBRAM a desenvolver programação especial em torno de um tema.
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Casa da Cultura Polônia Brasil convida todos a prestigiar a Mesa Redonda “Espaço de memória na paisagem curitibana” que acontecerá na terça 17 de maio de 2016 das 19h30 às 21h30, em sua sede em Curitiba/PR. Ocasião em que serão apresentadas peculiaridades do trabalho realizado quando das comemorações dos 125 anos da Sociedade Tadeusz Kosciuszko edificação onde a Casa da Cultura Polônia Brasil está localizada. A mesa que reúne os historiadores Tatiana Marchette e Vidal Costa responsáveis pela pesquisa e texto do livro comemorativo, juntamente com Margarete Cardoso, produtora do projeto e curadora da exposição homônima e Denise Sieslki, atual presidente da Sociedade Polono-Brasileira Tadeusz Kosciuszko e coordenadora da publicação, será mediada por Schirlei Freder, presidente da Casa da Cultura Polônia Brasil e coordenadora do projeto que deu origem à publicação e exposição em 2015 e trará detalhes da construção (UIP) e da história deste patrimônio histórico da cidade e Curitiba, lugar de memória para comunidade polono-brasileira do Paraná.
Tatiana Marchete1
Doutora em História pela UFPR (2013), a historiadora Tatiana Marchette se dedica profissionalmente ao desenvolvimento de projetos culturais nas áreas de patrimônio e memória urbana na condição de sócia-gerente da empresa Factum Pesquisas Históricas, desde 1996. Entre 2003 e 2009, atuou como coordenadora da Divisão de Documentação Permanente do Arquivo Público do Paraná. É membro do ICOMOS/Brasil e da Comissão de Acervos da Diretoria do Patrimônio da Fundação Cultural de Curitiba.
Vidal Costa1Mestre e doutor em História pela UFPR, o historiador Vidal Antônio de Azevedo Costa trabalha desde os anos 90 como pesquisador na área de História Urbana e Memória Institucional, entre outras. É autor de boletins da Casa Romário Martins/Fundação Cultural de Curitiba sobre o bairro Pinheirinho (co-autoria), a COHAB e a Secretaria Municipal de Educação (essa última dentro do Projeto Memória da RME – um trabalho a longo prazo de levantamento e escrita da história da Educação do município de Curitiba, que já resultou em 3 volumes, o último dos quais aguarda publicação). Além disso, também é autor dos livros “Visões Ascendentes, fragmentos do olhar curitibano aos mais leves que o ar” (publicado pela Editora Aos Quatro Ventos, em 1998) e “Ecos do tempo perdido: fragmentos da gênese de uma temporalida-de moderna” (publicado pela Editora Factum em 2012); e de diversos artigos em periódicos com a temática da modernidade e cultura. Desde 2014 seu trabalho como pesquisador tem sido como associado à empresa Factum Pesquisas Históricas.
meg3Margarete C. Cardoso conhecida como Meg Mamede é licenciada em História com ênfase em História da Arte, cursou também especialização em Gestão e Produção Cultural. Fundadora do Cultura in Company é produtora cultural, blogueira, webwriter e gestora de conteúdo para mídias sociais. Participou ativamente do Comitê Executivo da Cátedra Ozires Silva de Empreendedorismo e Inovação Sustentáveis de 2012 a 2015, foi vice coordenadora do Núcleo Paraná da Associação Brasileira de Captadores de Recursos – ABCR de 2013 a 2014 e Coordenadora de Projetos do Clube Agir de Ginástica Rítmica de 2013 a 2014. Atualmente se dedica à gestão, produção e curadoria de projetos culturais em Curitiba e região e à pesquisa independente sobre gastronomia e cinema.
Denise SielskiDenise Sielski, assistente social, filha de descendentes poloneses, possui cidadania polonesa, cresceu ouvindo histórias da Sociedade Polono-Brasileira Tadeusz Kosciuszko (STK). Seu bisavô, seus avós materno e paterno, seus tios, seu padrinho e seu pai, fizeram parte da história dos 125 anos desta Sociedade e atualmente, o tio, irmão, irmãs, sobrinhos e primos continuam fazendo sua história. É uma história de família. Não possui conhecimento técnico para a realização desta obra mas um sentimento imenso de orgulho de seus antepassados que ajudaram a construir uma história de 125 anos e feliz por poder contribuir com a  atual geração que permanece se empenhando em continuar esta jornada. Do ano 2000 até a presente data faz parte da Diretoria e durante várias gestões na função de diretora financeira, função na qual acompanhou bem de perto as dificuldades encontradas na realização das benfeitorias para a continuidade de suas atividades, atualmente é a presidente da sociedade.
Schirlei Freder3Schirlei M. Freder é Administradora, Fotógrafa e pesquisadora na área de economia criativa, cultural e empreendedorismo. Formada em Administração (2000), especialista em Gestão Social e Desenvolvimento Sustentável (2008), mestre em Gestão Urbana (2015) e atualmente é doutoranda em Gestão Urbana (PUCPR). A atenção para a fotografia a acompanha ao longo de sua trajetória e vem se dedicando às campanhas sociais, culturais, ambientais e à fotografia artística. Desde então, participa de concursos, eventos e exposições ligados a estes temas. Possui fotografia selecionada no programa ONU para a Equidade de Gênero e a Autonomia das Mulheres, além de outras fotografias selecionadas em campanhas nacionais. Desde 2012 tem participado de exposições no Brasil e na Polônia, com temas ligados aos dois países.
Serviço:
Mesa Redonda “Espaço de memória na paisagem curitibana”
Onde: Casa da Cultura Polônia Brasil
Rua Ébano Pereira, 502 – Centro – Curitiba – PR
Quando: Terça-feira dia 17 de maio de 2016 das 19h30 às 21h30
Entrada Gratuita, aberto a todos os públicos.
Mais informações: contato@poloniabrasil.org.br
Telefone: (41) 3088-0708
*O público presente receberá ao final do evento 01(um) exemplar do livro “Sociedade Polono-Brasileira Tadeusz Kosciuszko: 125 anos de contribuição para a construção do Brasil”.
(por Meg Mamede para CCPB)
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