sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O que muda na Lei Rouanet.

Ontem o Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão falou sobre as novas regras para Lei Rouanet de acordo com a Instrução Normativa publicada hoje no D.O.U. 

Ministro Sérgio Sá Leitão (direita) apresentou nesta quarta-feira as novas regras da Lei Rouanet (Foto: Janine Moraes/Ascom MinC)

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, anunciou nesta quinta-feira (30), em São Paulo, a nova Instrução Normativa (IN) da Lei Federal de Incentivo à Cultura (8.313/91), mais conhecida como Lei Rouanet, principal mecanismo de fomento à Cultura no Brasil e impulsionador da produção das atividades criativas, que representam 2,64% do PIB nacional. 
 
"Concluímos o trabalho de elaboração da nova IN da Lei Rouanet, que trará uma mudança profunda. Tivemos a preocupação de redigir a normativa pensando nos usuários, naqueles que se beneficiam diretamente, como artistas e produtores", destacou o ministro, ao anunciar que o texto da IN será publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (1). "A bandeira da simplificação é uma que sempre venho empunhando. É uma contribuição do MinC para a desburocratização do País. A IN vai ser implementada com todo rigor, com todo empenho e valerá para os projetos que estão em andamento."
 
Com um texto enxuto e objetivo – o número de artigos da nova IN foi reduzido de 136 para 73 artigos –, as regras ficaram mais claras e promovem dinamismo ao processo, desde a aprovação do projeto até a prestação de contas, sem perder o controle eficiente do mesmo. O intuito é desburocratizar o setor e, com isso, atrair mais investimentos, gerando mais renda e empregos na área cultural. 
 
As atualizações atendem a práticas de mercado, com a correção de valores, o que propiciará melhores condições de sucesso aos projetos. A exigência de um estudo de impacto econômico de projetos de maior valor deixará mais evidente o papel da Cultura como gerador de renda e emprego. 
 
Dentre as principais mudanças, a nova IN traz maior atratividade aos patrocinadores dos projetos culturais, o que deverá ampliar o número de projetos com efetiva captação para sua realização. Ao mesmo tempo, passará a permitir o patrocínio a projetos inovadores de empreendedores culturais iniciantes, para que se consolidem no mercado. As novas regras também reforçam a desconcentração regional, com incentivos ao investimento em regiões e estados com histórico de poucos projetos culturais. Além das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, já contempladas na IN anterior, publicada em março deste ano, passarão a ser contempladas a região Sul e os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Nesses locais, o limite de projetos e o valor total deles será aumentado em relação aos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, que historicamente recebem maior número de projetos culturais.  
 
Esta é a quinta edição da IN desde a promulgação da Lei Rouanet, em 1991. As INs anteriores foram publicadas em 1991, 2010, 2012 e em março de 2017.
 
Novas tecnologias
 
Aliada às mudanças na Instrução Normativa da Lei Rouanet, o Ministério da Cultura está implementando controles mais eficientes e transparentes a partir do uso de novas tecnologias. Será lançada nova plataforma do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), que poderá ser acessado por aplicativo em smartphones. A sociedade e o proponente poderão acompanhar a situação do projeto conforme tramitação do processo no Ministério da Cultura (MinC), nas fases de admissibilidade, execução e resultado. Paralelamente, o MinC vai realizar uma campanha informativa para sanar as distorções sobre o funcionamento da Lei Rouanet e promover a valorização da cultura como ativo econômico e social, gerador de emprego, renda e inclusão social. 
 
Novos mecanismos de fomento
 
Além das alterações na IN da Lei Rouanet e do aprimoramento da gestão do MinC por meio da automação dos processos, o ministro da Cultura está trabalhando em novos mecanismos de fomento para o MinC. Ainda na gestão do presidente Michel Temer, o Ministério da Cultura vai enviar projeto de lei ou medida provisória com sugestões de alterações na própria Lei Rouanet que não são possíveis via IN. Entre os novos mecanismos de fomento que quer incluir na lei está o Endownment, que consiste na criação de fundos patrimoniais permanentes ao financiamento a museus, companhias de dança, teatro e orquestras. Outro mecanismo proposto será o Crowdfunding, prática comum no mercado, voltada ao financiamento coletivo de projetos realizados com incentivo fiscal. E ainda a proposta de permitir que empresas que operem com lucro presumido realizem projetos incentivados, o que deve estimular mais investimentos em regiões com histórico baixo de produção cultural. 
 
O MinC vai realizar ainda um estudo de impacto econômico da Lei Rouanet a partir de contratação de consultoria, no início de 2018, para medir o impacto real da lei na sociedade.
 
O ministro Sá Leitão tem ainda buscado novas fontes de fomento direto, intervindo junto ao processo de descontingenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e pleiteando recursos que deveriam ser repassados pelas Loterias Federais no valor de 3% da arrecadação dos jogos. Sá Leitão também tem sensibilizado os órgãos detentores dos recursos decorrentes de acordos de leniência de empresas envolvidas em desvios para que parte das multas se destine a desagravo social por meio de medidas de preservação cultural. 
 
Vetor Econômico
 
Ao longo de 26 anos, a Lei Rouanet já incentivou mais de R$ 16,4 bilhões pelo mecanismo de incentivo fiscal. São mais de 50 mil projetos de música, dança, audiovisual, patrimônio, circo, artes cênicas e plásticas, dentre outras linguagens culturais. 
 
O retorno do investimento cultural via Lei Rouanet à sociedade é muito maior do que a renúncia fiscal do governo federal concedida à área da Cultura via Lei Rouanet e o setor do audiovisual, que representam 0,64% do total de renúncia fiscal do governo em todos os demais setores. 
 
As atividades criativas representam 2,64% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, superando setores tradicionais da economia, como a indústria têxtil, farmacêutica e de eletroeletrônicos. São 251 mil empresas do segmento cultural, gerando cerca de 1 milhão de empregos no País.
 

(Fonte: Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura)

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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Formando plateias para o futuro.



A Sétima Arte, o cinema, teve importância fundamental na minha formação. De certa maneira moldou boa parte da minha visão de mundo, alimentou sonhos ainda na infância e adolescência, foi minha janela para o mundo exterior e a ponte que me ajudou a me tornar o que sou hoje.

Quando decidi criar uma mostra de cinema, a primeira coisa que pensei foi na importância da formação de plateia. Quando cursava História, vivia organizando e levando amigos, colegas do curso e do trabalho a museus, teatros, espaços de memória, ações culturais, etc. Acreditava e acredito que a arte em suas várias linguagens é fundamental para a formação pessoal e profissional do indivíduo e, mais que isso, é imprescindível para a prática da cidadania.

Como produtora cultural, sempre escuto falar sobre descentralização e democratização da cultura, apesar de saber que na prática pouco tem sido feito.

Basta observarmos o valor cobrado por ingressos subsidiados por recursos públicos – mas isso é outra história e eu não poderia deixar de dar minha contribuição para transformar essa realidade. Escolhi o Cinema para fazer isso.

Para que ações culturais sejam legítimas, há que haver público e não é qualquer público. Não se trata de quantidade e sim qualidade! Por isso a importância de levar iniciativas como a Mostra Internacional de Cinema “Nossa Terra” Cultura e Alimentação para o interior do estado de maneira gratuita. Isto é democratizar a cultura, tornando-a acessível a todos. (leia na íntegra).


(por Meg Mamede para VIDEOCAMP Filmes que Transformam)


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domingo, 22 de outubro de 2017

Diretor do Cultura in Company ministra oficina no ISAE-FGV

Conhecer os aspectos fundamentais de tributação das pessoas jurídicas é importante para que possamos desenvolver ferramentas adequadas de planejamento tributário, um dos mecanismos imprescindíveis para a gestão da organização – seja ela com ou sem fins lucrativos – objetivando agregar valor à mesma e buscar as melhores opções de economia fiscal, observando-se os ditames estritamente legais.

Essa é a visão que o diretor do Cultura in Company, Rogério Cesar de Oliveira, buscou transmitir recentemente aos participantes de mais uma oficina de Planejamento Tributário Empresarial, ministrada para alunos do ISAE-FGV, nos dias 16 e 17 de outubro, como parte do projeto Perspectivação. A instituição oferece, paralelamente aos seus programas de pós-graduação, MBA e mestrado, oficinas de aprendizagem que permitem aos alunos ampliar suas competências profissionais e pessoais, através da abordagem de temas complementares àqueles apresentados nos programas.

(Foto: acervo ISAE-FGV)

Contando, mais uma vez, com uma turma participativa, o que propiciou ricos debates sobre o tema, a oficina discorreu sobre as modalidades de lucro real, lucro presumido e Simples Nacional, abordando as vantagens e desvantagens de cada regime tributário. Tópicos específicos como contribuição previdenciária patronal, desoneração da folha de pagamento, bônus de adimplência fiscal, incentivos fiscais via Lei Rouanet e aspectos tributários em reorganizações societárias também foram apresentados aos participantes. “Não há como se falar em gestão empresarial sem abordarmos, necessariamente, o planejamento tributário”, afirma Oliveira. “Por outro lado, é fundamental que as organizações tenham em mente que não basta focar na economia tributária pura e simples; é preciso também atentar para o crescimento dos negócios. Optar apenas por um modelo tributário a princípio mais vantajoso pode, por outro lado, engessar políticas de crescimento, expansão ou conquista de novos mercados. Conciliar crescimento e impacto tributário é o grande desafio a ser pensado nas empresas”, pondera. 

sábado, 30 de setembro de 2017

A Mostra Internacional de Cinema "Nossa Terra" Cultura e Alimentação está próxima!


Nós do Cultura in Company temos orgulho de poder levar a cabo está realização e só temos a agradecer a tanta gente querida que não tem medido esforços para apoiar este projeto, entre elas Rogério Cesar de Oliveira, Maria Elena Marques de Oliveira, Marinete Marques, Valéria Masiero, Michele Bertoletti Rosso, Josi Grezelle Chitko, Carla Nunes, Carla Fabiana Masiero Pucla, Claudio Pucla, Edinei Katzki, Argel Medeiros, Ana Johann, Rudolfo Auffinger, Schirlei M. Freder, Axel Giller, Niucelene Isoton, Gerson Luis Lanzarini, Oclair Teles Rodrigues, Danieli Isoton Padilha, Tiago Padilha, Jairo Ravanello, Rosane Filippi Ravanello, Cláudia Bonk, Diego Sembay, Fernando L. Diniz D'Avila, Régis Rosso, Leonardo Brant, Paulo Munhoz, Beto Duarte, Rejane Zilles, Sergio Sbragia, Carlos Moletta, Estevão Ciavatta, Cecilia Engels, Gioconda Caputo e Carmem Moretzsohn (esta dupla é nossa inspiração), Claudinei de Paula Castilho, Rodrigo Marcante, Vanderli Joworski, Marta Borges Maia, Marcos Vieira, Eduardo R. Carpinski, Andrews Roberson Batista, Flávia Schiochet, André Rodrigues, Simone Meirelles, Patricia Giannini Beyersdorf, Lídia De Bastiani Masiero e José "Beponi" Masiero (queridos amigos de Bituruna), Silvia Pozzati, e tantas outras pessoas que têm contribuído de forma direta ou indireta para que a Mostra Internacional de Cinema"Nossa Terra": Cultura e Alimentação aconteça! 

Agradecemos também ao apoio da Prefeitura Municipal de Bituruna, da Secretaria de Educação e Cultura de Bituruna, do Conselho Municipal de Turismo de Bituruna - COMTUR, do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutrição de Bituruna - COMSEA e todos os parceiros que desde o início abraçaram o projeto, entre eles o Restaurante Beponi; Vinícola Sanber; Bitur Transportadora Turística; Hotel Grezelle; Valéria Masiero Terapias e Cursos; Axel Giller Design; Uniguaçu: Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu; Randa Portas e Compensados; Escotel Assessoria Contábil; Boccalone Gelato e Caffé; Zilles Produções; Comitê MPE Iguaçu; 87,9 Bituruna FM; Orgânicos Filhos da Terra; Associação de Turismo e Meio Ambiente - ATEMA; CBN: Vale do Iguaçu 106,5 FM; Video Camp; Sindicado dos Trabalhadores Rurais de Bituruna e Pró-Rural.

Nosso muito obrigado a todo(a)s!

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

2ª Feira Gastronômica de Cruz Machado exibirá "Comer O Quê?" de Leonardo Brant.


A 2ª Feira Gastronômica de Cruz Machado, cidade do interior do Paraná, acontece de 18 a 20 de maio e terá nesta edição a exibição do filme "Comer O Quê?" de Leonardo Brant (Brasil, 2015).

Oportunidade única de assistir ao documentário que apresenta o cotidiano de uma série de personagens ligados ao mundo de alimentação, de chefs consagrados a produtores rurais, passando por especialistas em nutrição, economia e gastronomia. Alex Atala, Bela Gil, Helena Rizzo, Marcos Palmeira, Marcio Atalla entre outros, apresentam à atriz e nutricionista Graziela Mantoanelli as diversas dimensões e possibilidades da boa alimentação.


Com direção de Leonardo BrantComer O Quê? serve ao público um banquete de sabores, imagens, reflexões e emoções, de maneira leve e despretensiosa. Afeto, saúde, cultura, indústria e educação formam equações possíveis entre desfrute e cuidado, consciência e espontaneidade, equilíbrio e bem estar.


Ficha Técnica:

Direção: Leonardo Brant

Produção Executiva: Leticia Tourinho e Karen Gorenstein

Roteiro: Caio Amon, Graziela Mantoanelli e Leonardo Brant

Montagem: Caio Amon

Direção de Produção: Graziela Mantoanelli

Trilha Sonora: Caio Amon 



O filme será exibido no sábado 20 de maio às 14h15min, logo após haverá um debate com o público presente onde serão abordados aspectos que permeiam o futuro da nossa alimentação, entre eles: cultura, origem, identidade e renda com mediação da produtora cultura e blogueira Meg Mamede. É aguardado para este evento a participação de cerca de 500 mulheres do “Programa Gênero e Geração” desenvolvido na região desde 2014 e que tem como objetivo fortalecer as relações familiares, valorizando o potencial, o trabalho e a identidade da mulher, promovendo sua participação na unidade familiar, na cooperativa e nos grupos produtivos e também resgatar os conhecimentos e estratégias tradicionais a partir das experiências das gerações. O programa está sendo desenvolvido em Cruz Machado em várias comunidades do município sob a coordenação de Rosa Szaykowski


Serviço:

Exibição do filme "Comer O Quê?" 

Quando: sábado 20 de maio de 2017 às 14h15

Av. Engenheiro Ferreira Correia, s/n, Centro - Cruz Machado, PR.

Entrada Gratuita, aberta a todos os públicos.

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terça-feira, 25 de abril de 2017

Mostra Internacional de Cinema Nossa Terra: Cultura e Alimentação busca patrocínio via Lei Rouanet.


Projeto aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura Federal que está em fase de captação de recursos visa a realização de uma Mostra Internacional de Cinema cujos eixos norteadores são a Cultura e a Alimentação e acontecerá em Bituruna no interior do Paraná.

Com a crescente demanda na produção audiovisual de documentários e filmes ficcionais com temática alimentar, festivais e mostras internacionais criaram categorias para receber e exibir esses filmes. Mais que isso, ao longo da última década muitos festivais foram criados para os chamados Food Films e Wine Films e não é à toa, já que a questão do futuro da alimentação é assunto que interessa a todos.

O eixo que norteia a Mostra Internacional de Cinema “Nossa Terra”: Cultura e Alimentação, já destacado aqui, é tão importante que ganhou a atenção de diretores e produtores de cinema e audiovisual do mundo todo, que de maneira engajada e esclarecedora têm levado as questões da terra e da produção de alimentos para as telas do cinema com o protagonismo que o assunto merece.

Por quê patrocinar?

Muito tem se falado em investimentos em cultura por parte da iniciativa privada. Mas o que é isso? Qual o motivo que leva uma empresa estabelecida no Brasil a destinar uma parte dos tributos que destina ao fisco para um projeto cultural?

A cultura é um elemento que une os seres humanos, é através dela que nos reconhecemos como grupo e nos organizamos como sociedade. Neste sentido, cada manifestação cultural, desde as mais tradicionais até as contemporâneas contribuem para dar, e fortalecer, identidade a um grupo.

Quando uma empresa investe em cultura, em primeiro lugar está ajudando a sociedade a garantir que cada indivíduo se reconheça como parte de um grupo, num exercício de cidadania.

Nos dias atuais a indústria criativa, onde está inserida a indústria da cultura como arte propriamente dita e por meio das várias linguagens artísticas, tem gerado muitos empregos, fazendo com que o investimento em projetos culturais resulte em maior desenvolvimento econômico e social sob os aspectos local, regional e nacional também.

E finalmente, investindo em cultura, uma empresa acaba tendo sua marca e seus produtos associados ao projeto. Significa dizer que este investimento acaba sendo uma estratégia de marketing, que alcança um número muito grande de pessoas que têm afinidades com o conteúdo cultural vinculado.

Desta forma, investir em cultura é uma atitude socialmente construtiva e institucionalmente positiva para sua empresa!

Para saber mais sobre a Mostra Internacional de Cinema “Nossa Terra”: Cultura e Alimentação e como patrocinar, entre em contato através do e-mail: culturaincompany@gmail.com ou pelo whats (41) 99867-6330.

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terça-feira, 21 de março de 2017

Ecomuseu da Itaipu recebe a exposição “Meu Coração de Polaco Voltou”.

(Foto: José Vieira)

A exposição “Meu Coração de Polaco Voltou” apresentada em 2015 pela Casa da Cultura Polônia Brasil e  Família Leminski, em sua sede na capital paranaense, continua sua itinerância. Depois de passar por Porto Alegre-RS e São José dos Pinhais-PR, a exposição chega ao Ecomuseu da Itaipu na cidade de Foz do Iguaçu-PR.

A exposição que conta com o patrocínio da Itaipu e o apoio do Consulado Geral da Polônia em Curitiba desde seu lançamento, explora a origem e a influência polonesa na obra do escritor curitibano Paulo Leminski e faz um recorte histórico através da genealogia da família. São documentos originais e painéis destacando memórias históricas e aspectos da obra do autor que demonstram suas raízes eslavas e apresenta também um trecho do documentário “Vida e Sangue de Polaco” do premiado diretor Sylvio Back. 

(Fotos: José Vieira)

Com curadoria das filhas Aurea e Estrela Leminski a exposição que foi inaugurada no último dia 8, e estará aberta ao público até 30 de setembro, contou com a presença da Família Leminski, da presidente da Casa da Cultura Polônia Brasil, Sra. Schirlei M. Freder, do Sr. Consul Geral da Polônia em Curitiba, o Sr. Marek Makoviski, do então diretor da Itaipu Binacional Jorge Samek e demais autoridades, além de toda equipe do projeto, imprensa local, funcionários da Itaipu e grande público.

(Foto: Meg Mamede)

Segundo a Itaipu “a exposição ‘Meu Coração de Polaco Voltou’ marca o retorno de Paulo Leminski à instituição” que em 2013 teve uma visitação recorde de cerca de 130 mil pessoas com a exposição “Múltiplo Leminski”. Para os realizadores, poder levar o projeto para o Ecomuseu da Itaipu na cidade Foz do Iguaçu, para um espaço com grande fluxo de visitação nacional e internacional, é uma grande alegria. Esta ação contempla a tão desejada democratização da cultura e alcança outros públicos, para além da comunidade polono-brasileira já atendida pelas atividades que a Casa da Cultura Polônia Brasil realiza em Curitiba e outras cidades do Paraná desde sua fundação em 2012.

Na noite de 8 de março na qual se comemorou o “Dia Internacional da Mulher” o Ecomuseu da Itaipu inaugurou simultaneamente as exposições “Poeta Alice” e “Meu Coração de Polaco Voltou” numa simbiose poética, onde o que prevaleceu foi a arte e a alegria do encontro, ocasião na qual a poeta Alice Ruiz, convidada de honra, foi homenageada por todos os presentes.


Serviço

O que: Exposições "Meu Coração de Polaco Voltou" e “Poeta Alice”

Onde: Ecomuseu de Itaipu, em Foz do Iguaçu – PR.

Quando: de 8 de março a 30 de setembro

Quanto: R$ 12 (moradores dos municípios vizinhos ao Lago de Itaipu não pagam)

Horário: de terça a domingo, das 8h às 17h

Mais informações: www.turismoitaipu.com.br


(por Meg Mamede para a CCPB)

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mostra Internacional de Cinema “Nossa Terra”: Cultura e Alimentação.


Há quase três anos venho trabalhando na efetivação de um grande desejo, a empreitada de uma mostra internacional de cinema cujos eixos norteadores são a Cultura e a Alimentação. Assim nasce a Mostra Internacional de Cinema “Nossa Terra”: Cultura e Alimentação.

A paixão e gosto pelo cinema vêm desde muito cedo, alimentado pelas sessões de filmes italianos e de western junto ao Sr. Mamede, meu saudoso pai, época em que aprendi muito e fiz muitas viagens sem sair do sofá da sala. Somado a isso a curiosidade pela cozinha, algo que deixei de lado por alguns anos mas que na idade adulta e por conta de uma memória afetiva retornou com força.

Foi após a criação do meu blogue “Cozinha da Meg Mamede” em 2014 que este projeto começou a ganhar forma. De lá para cá, lendo, experimentando receitas e práticas e sobretudo pesquisando acabei encontrado um número muito grande de filmes, em especial documentários cuja temática gira em torno da alimentação, foi então que resolvi fazer um blogue só para essas produções. Com a criação do Cinema e Alimentação a semente da tão sonhada mostra de cinema estava plantada.

O blogue em questão e todas suas publicações servem de base para pesquisa e seleção, a chamada curadoria dessa que será uma mostra de cinema dedicada à nossa terra e tudo que dela obtemos. A escolha da cidade de Bituruna, no interior do Paraná, está diretamente ligada à minha relação com a cidade e sua gente e sobretudo com a relação orgânica que a cidade tem com a terra. Uma região de vinícolas e produção artesanal de massas e outros produtos alimentares com uma vocação natural para a enogastronomia, o turismo de experiência e a hospitalidade.

Aprovado pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, nos próximos dias o projeto estará apto para captação, uma das etapas mais difíceis da empreitada. O projeto que desde o início conta com o apoio da COMTUR e da Prefeitura Municipal de Bituruna, visa fomentar ações locais, difundir a cultura e alimentação biturunense, regional e global, já que se trata de uma mostra internacional, através do cinema e de forma gratuita, acessível e democrática.

Em breve mais informações sobre  o evento que pretende fazer parte do calendário de atividades da encantadora Bituruna/PR, levando informação e diversão através de muitas atividades ao longo dos quatro dias de mostra.

Fique atento e conheça as novidades no Cultura in Company e no Cinema e Alimentação.


Produtora Cultural e Blogueira

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Calendário 2017 para reuniões da CNIC e novos membros biênio 2017/2018.


O calendário para as reuniões da CNIC 2017 já foi divulgado pelo Ministério da Cultura – MinC – nos próximos dias deverá ser publicado no Diário Oficial da União (DOU) os nomes dos novos integrantes que comporão a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura – CNIC.

O nome dos 21 selecionados para compor a CNIC pelos próximos dois anos será publicado no Diário Oficial da União (DOU) ainda em janeiro, para posse em fevereiro. Os novos membros participaram de processo seletivo em 2016 e foram indicados por entidades representativas dos setores culturais que foram habilitadas pelo Ministério, obedecendo o critério de uma indicação por região do País. A etapa final se dá com a escolha do comissário pelo Ministro da Cultura.

Em reunião para a composição da lista de indicados, em dezembro passado, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, José Paulo Martins, que também preside as reuniões da Comissão, salientou a importância da CNIC. "A comissão é o núcleo da inteligência do incentivo fiscal para a Cultura. A lei, quando foi criada, teve a sabedoria de estruturar o processo de forma que a sociedade brasileira estivesse devidamente representada tanto na aprovação dos projetos quanto para aperfeiçoar cada vez mais as políticas culturais no País".

Com o término das atividades do biênio 2015/2016, em dezembro, 21 pessoas receberam um certificado do Ministério da Cultura (MinC) como reconhecimento ao trabalho realizado. Um deles foi Eduardo Reis, membro da CNIC no segmento de Humanidades, referente a projetos relacionados a área de livros, feiras literárias, materiais afins. Pelo segundo biênio na CNIC, ele ressaltou a importância de fazer parte do processo com o olhar de quem é da área.  "A visão de quem tem a vivência na CNIC é outra de quem está lá fora. Vendo o trabalho louvável da Sefic, a gente vê a importância do mecanismo para a produção cultural. Lá fora, na sociedade, a gente se torna, naturalmente, defensor de todo este sistema", comentou ele.



(Fonte: ASCOM / MinC)

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